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CLIFFORD ISABELLE: Na Oxfam, houve muito aprendizado em relação à salvaguarda nos últimos anos. O mais importante em toda a organização é garantir que esse aprendizado continue por muitos anos. Estamos deixando de ver a salvaguarda como uma tarefa voltada para a conformidade. Agora, é uma peça central do nosso trabalho de cultura garantir que a salvaguarda seja incorporada em todos os aspectos do nosso trabalho. A salvaguarda não deve ser vista como responsabilidade da equipe de salvaguarda. Todos os membros da equipe têm um dever a cumprir quando se trata de salvaguarda.
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ANANDA KING: Temos visto, nos últimos anos, um aumento dos casos de assédio sexual denunciados, por exemplo. Assim, consideramos que o movimento Eu também desempenhou um papel importante nisso. E desenvolvemos oficinas específicas de prevenção e entendimento sobre o assédio sexual com uma perspectiva de gênero. E elas foram muito bem recebidas pelas equipes. Para além de todas as medidas preventivas desenvolvidas pela unidade de comportamento, a MSF incluiu também, no seu plano estratégico, uma vertente fundamental e transversal de proteção nas nossas intervenções.
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NOAH SSEMPIJJA: Acho que em Uganda tivemos um projeto em que um dos parceiros foi denunciado por violar algumas diretrizes de salvaguarda. E como essa organização era um parceiro fundamental no [INAUDÍVEL] que estávamos fazendo, tivemos que interromper todo o projeto. O importante é que aprendemos a tentar garantir o envolvimento de nossos parceiros antes de [INAUDÍVEL] para ver se têm alguma dúvida ou problema de salvaguarda, garantir que eles tenham [INAUDÍVEL] salvaguarda [INAUDÍVEL] e que eles tenham [INAUDÍVEL] e têm mecanismos claros. Eu também verificaria se tiveram algum caso e como lidaram com esses casos.
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Também aprendemos que não existe algo como um pequeno caso de salvaguarda. Qualquer caso, qualquer um, por menor que se possa pensar, causou danos. Isso afetou a pessoa envolvida. E assim, precisa ser tratado de forma eficaz. E isso precisa ser resolvido imediatamente [INAUDÍVEL].
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KAYLA BRITTAN: Acho que o importante é que a equipe reconheça a importância do processo de relato de preocupações. Eles nunca devem sentir que algo é muito pequeno para relatar, porque acho que é aí que muitas coisas escapam. Muitas pessoas pensam que não é um problema tão grande. Não é tão sério. E então nunca se sabe o que está acontecendo sob a superfície. Assim, temos linhas de comunicação muito abertas.
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Temos estruturas de responsabilidade muito rígidas, para que as pessoas e a equipe saibam exatamente a quem recorrer se suspeitarem de algo, mas também, em última análise, se não se sentirem à vontade para liderar a salvaguarda, como eu, elas conhecem as diferentes passos a seguir e as diferentes pessoas a quem recorrer, se for o caso. E acho isso de suma importância.
Assista ao vídeo acima, no qual líderes de salvaguarda de ONGIs contam o que aprenderam com problemas de salvaguarda anteriores.
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