Risco absoluto
O que mais importa para a saúde populacional é o risco absoluto.
Risco relativo vs. absoluto
Somos bombardeados com manchetes que nos alertam sobre riscos à nossa saúde. É importante evitar um comportamento que triplica um risco, quando este risco é muito pequeno? Ou tomar uma medida preventiva que diminui o risco de uma doença muito comum em 5%? Vamos ver um exemplo recente da literatura, o artigo de Roobol e cols., 2025, "European study of prostate cancer screening - 23-year follow up:, N Engl J Med 393:1669-1680.
Vamos focar na seguinte frase do resumo:
After a median follow-up of 23 years, prostate cancer mortality was 13% lower in the screening group (rate ratio, 0.87; 95% confidence interval [CI], 0.80 to 0.95), and the absolute risk reduction was 0.22% (95% CI, 0.10 to 0.34).
Este estudo indica uma medida relativa, a razão de taxas (rate ratio), parecida ao risco relativo que já vimos. Mas ele também indica a redução no risco absoluto. Esta é também chamada de diferença de risco, pois é assim que se calcula:
| Medida | Abreviação | Valor |
| Risco de câncer da próstata nos triados | Rinterv | 1.47% |
| Risco de câncer da próstata nos controles | Rctl | 1.69% |
| Risco absoluto | Rinterv - Rctl | - 0.22% |
A diferença de risco pode também ser expressa como "morte prevenida por X pacientes triados". Deixo o cálculo das mortes prevenidas como exercício para quem está interessado!
